No disfarce da tua indiferença
Encontro um afeto envergonhado
Desses que cheiram a pecado
Na indiferença do meu disfarce
Meu amor é declarado
Desses que não cheiram, mas exalam
Desejo, sofreguidão, paixão
Bagunço tua vida
Me tiras do sério
De tudo, nada é possível
E vivemos um amor platônico
Que morre antes de ter nascido
Para ficar encantado
No tempo perdido...
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
Prosa
Invento o que não preciso
Tolero o que nem imagino
Suporto os dias cinzentos
Venero o que não invejo
E minto, minto em verso
Para minha poesia virar prosa...
Tolero o que nem imagino
Suporto os dias cinzentos
Venero o que não invejo
E minto, minto em verso
Para minha poesia virar prosa...
O Velho Homem de Bem
Todas as manhãs
O velho me sorri
Com olhos de bem querer
Indicativo pra começar bem o meu dia
Feliz, varre os caminhos por onde passo
Em reverência, seu chapéu ensaia uma saudação
Seu Bom Dia tímido, revela um homem de bem
Aqueles que nada de mal fazem a ninguém
Ele: espera pelo meu Bom dia!
Eu: anseio pelo seu sorriso de bem querer
Quando ele lá não está
Durante a manhã me esperando passar
Sei da tristeza que sinto ao chegar
Onde andará o velho homem de bem, seu sorriso, seu chapéu?
Meu dia escurece
Passo a concluir...
Não será mesmo um bom dia, guria!
O velho me sorri
Com olhos de bem querer
Indicativo pra começar bem o meu dia
Feliz, varre os caminhos por onde passo
Em reverência, seu chapéu ensaia uma saudação
Seu Bom Dia tímido, revela um homem de bem
Aqueles que nada de mal fazem a ninguém
Ele: espera pelo meu Bom dia!
Eu: anseio pelo seu sorriso de bem querer
Quando ele lá não está
Durante a manhã me esperando passar
Sei da tristeza que sinto ao chegar
Onde andará o velho homem de bem, seu sorriso, seu chapéu?
Meu dia escurece
Passo a concluir...
Não será mesmo um bom dia, guria!
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
Choro da Mariana
Ouvi assim, de um jeito travesso...
Sobre a bebida:
Na alegria você a merece
Na tristeza você a precisa
É quase um Chorinho
Desses para lembrar um amor sofrido
É quase um verso, sem rima, sem métrica, sem ética
É quase uma prece, um pedido sem sentido
Bebe-se ao sonho
Bebe-se a vida
Esvazia-se o copo
Inunda-se a alma
E chora o cavaquinho
Que assim como a bebida:
Na alegria você o merece
Na tristeza você o precisa...
E ela ri dela mesma
Mariana,
Seus versos:
tomo, não empresto!
Sobre a bebida:
Na alegria você a merece
Na tristeza você a precisa
É quase um Chorinho
Desses para lembrar um amor sofrido
É quase um verso, sem rima, sem métrica, sem ética
É quase uma prece, um pedido sem sentido
Bebe-se ao sonho
Bebe-se a vida
Esvazia-se o copo
Inunda-se a alma
E chora o cavaquinho
Que assim como a bebida:
Na alegria você o merece
Na tristeza você o precisa...
E ela ri dela mesma
Mariana,
Seus versos:
tomo, não empresto!
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
Vida Longa
Para ser é preciso ter sabor
Uma mistura exata entre o açúcar e o sal
Ácido sem ser amargo
Doce sem ser mascavo
Dos prazeres da vida
Sorver o máximo das alegrias
Digerir o mínimo de amarguras
Receita de vida longa
Pratique-a se for capaz!
Uma mistura exata entre o açúcar e o sal
Ácido sem ser amargo
Doce sem ser mascavo
Dos prazeres da vida
Sorver o máximo das alegrias
Digerir o mínimo de amarguras
Receita de vida longa
Pratique-a se for capaz!
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
Mantra
Aceitar: Consentir em receber!
Diferente: Que não é igual!
Consentir em receber aqueles que não me são iguais
Meu lema, meu mantra...
Assim recebo a todos
Pelas diferenças sutis ou declaradas
O que não me é igual não me incomoda
Me incomoda os que não têm opinião
Aqueles que não tem lado
Não me incomoda os que não estão ao meu lado
Nem os que divergem da minha opinião
O que me incomoda é a temperatura
Rejeito o morno
Me aqueço no frio
Me refresco no calor
Aceito, consinto, recebo
De olhos espertos
Divirjo, discordo, me diferencio
De braços abertos...
Diferente: Que não é igual!
Consentir em receber aqueles que não me são iguais
Meu lema, meu mantra...
Assim recebo a todos
Pelas diferenças sutis ou declaradas
O que não me é igual não me incomoda
Me incomoda os que não têm opinião
Aqueles que não tem lado
Não me incomoda os que não estão ao meu lado
Nem os que divergem da minha opinião
O que me incomoda é a temperatura
Rejeito o morno
Me aqueço no frio
Me refresco no calor
Aceito, consinto, recebo
De olhos espertos
Divirjo, discordo, me diferencio
De braços abertos...
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
Significante
Não há o que explicar
O amor não tem conceituação
A palavra consta no dicionário
Mas lhe falta significado
O que importa para os que amam
É o significante
A representação do sentimento
Não há conceito
Não há defeito
Ama-se e pronto: não tem jeito!
O amor não tem conceituação
A palavra consta no dicionário
Mas lhe falta significado
O que importa para os que amam
É o significante
A representação do sentimento
Não há conceito
Não há defeito
Ama-se e pronto: não tem jeito!
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