Para quieto
Parafraseio
Para meus ídolos
Sem devaneio
Para você
Para mim
Para menino
Tem dó dessa rima ruim
Para inventar,
meu conselho:
comece pelo meio
e pule logo o fim
Na história da vida da gente
um enredo de verdade
só se dá desse jeitinho:
nós, sempre mocinhos
eles, sempre bandidos
Para quieto
Parafraseie
Para você
Para mim
Para menino
Tem dó dessa poesia de botequim.
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
Prosa Vadia
Me sobra alegria
Na falta de melancolia
Versos desaparecem,
com eles minha poesia
Não que a felicidade
me tome a inspiração
Minhas rimas não florescem
De tão sereno meu coração
Não há métrica na endorfina
Minha paz é rotineira
Nem soneto hoje combina
Escrever é quase um vício
Sem horário, dia certo,
promessa ou disciplina
Fico a despoetizar
Desinspiradamente
Desinfreadamente
uma prosa vadia...
Na falta de melancolia
Versos desaparecem,
com eles minha poesia
Não que a felicidade
me tome a inspiração
Minhas rimas não florescem
De tão sereno meu coração
Não há métrica na endorfina
Minha paz é rotineira
Nem soneto hoje combina
Escrever é quase um vício
Sem horário, dia certo,
promessa ou disciplina
Fico a despoetizar
Desinspiradamente
Desinfreadamente
uma prosa vadia...
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
Espelho
Nossas vidas se entrelaçam e
vivemos um fim de ano imenso de tão intenso...
Por esta razão, trago a vocês mais um poema de Maria Augusta:
Pessoa de fibra que reflete a alma de muitas mulheres brasileiras!
"Não sabia mais que batom vestia a boca que o espelho refletia
e para mim já não sorria
e para mim já não cantava
a mesma voz profeta, poeta.
Meu corpo em preto e branco
emoldurado por cores de flores vividas
tinha mãos desfalecidas,
descumpridas no tempo.
De cima do palco
a platéia vazia me via,
mas eu, saudade, já não.
Já distante do ventre das águas donde vim,
das belezas da mulher que dança,
do riso à toa das descaminhanças.
Se gritava na carne a morte
girava, sorte, uma gente gitana, guerra
de cantes e ouro, de seda e terra.
E no leito do rio escuro de silêncio e dores
tudo andaluz
chega-me à luz um carmim.
Pintei a alma
e chorei enfim".
vivemos um fim de ano imenso de tão intenso...
Por esta razão, trago a vocês mais um poema de Maria Augusta:
Pessoa de fibra que reflete a alma de muitas mulheres brasileiras!
"Não sabia mais que batom vestia a boca que o espelho refletia
e para mim já não sorria
e para mim já não cantava
a mesma voz profeta, poeta.
Meu corpo em preto e branco
emoldurado por cores de flores vividas
tinha mãos desfalecidas,
descumpridas no tempo.
De cima do palco
a platéia vazia me via,
mas eu, saudade, já não.
Já distante do ventre das águas donde vim,
das belezas da mulher que dança,
do riso à toa das descaminhanças.
Se gritava na carne a morte
girava, sorte, uma gente gitana, guerra
de cantes e ouro, de seda e terra.
E no leito do rio escuro de silêncio e dores
tudo andaluz
chega-me à luz um carmim.
Pintei a alma
e chorei enfim".
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
Abecedário do Amor
É vida
O que dá nome a ela
Última letra do alfabeto
Primeira no meu coração
Deu vida a quatro filhos
A quem chamo de irmãos
Ieiê, Vovó Zoê ou Mãe
Personagens que ela interpreta
Somos todos espectadores
Do teatro da nossa vida completa
E toma emprestada uma frase alheia
Para definir o que lhe corre na veia:
“Perdão pela loucura
Porque metade dela é amor
e a outra também”
Seus amores, um abecedário inteiro
Bruna, Joana e Camila
As traduções de um amor verdadeiro ...
O que dá nome a ela
Última letra do alfabeto
Primeira no meu coração
Deu vida a quatro filhos
A quem chamo de irmãos
Ieiê, Vovó Zoê ou Mãe
Personagens que ela interpreta
Somos todos espectadores
Do teatro da nossa vida completa
E toma emprestada uma frase alheia
Para definir o que lhe corre na veia:
“Perdão pela loucura
Porque metade dela é amor
e a outra também”
Seus amores, um abecedário inteiro
Bruna, Joana e Camila
As traduções de um amor verdadeiro ...
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
Coragem
... e me encanto com o que o futuro me reserva
Sem reservas, sem medo
Como se a tempestade viesse
e eu abrisse meus braços para recebê-la
Neste momento, não sinto ansiedade
Sinto vontade
Uma vontade imensa de fazer o melhor,
de me doar inteira
Sem amarras, sem angústias
Certa de que já tive outros desafios
E consegui sair ilesa
Certa de que posso, mesmo quando me dizem o contrário
Certa de que confio no que sou e no que sei
Certa de que estou forte como pedra
E suave como a água
E adoto o conselho de um grande amigo:
Ser firme nos princípios e doce na abordagem!
E para atender ao meu compromisso:
De firmeza e docilidade,
Repito, como um mantra:
Coragem!
Sem reservas, sem medo
Como se a tempestade viesse
e eu abrisse meus braços para recebê-la
Neste momento, não sinto ansiedade
Sinto vontade
Uma vontade imensa de fazer o melhor,
de me doar inteira
Sem amarras, sem angústias
Certa de que já tive outros desafios
E consegui sair ilesa
Certa de que posso, mesmo quando me dizem o contrário
Certa de que confio no que sou e no que sei
Certa de que estou forte como pedra
E suave como a água
E adoto o conselho de um grande amigo:
Ser firme nos princípios e doce na abordagem!
E para atender ao meu compromisso:
De firmeza e docilidade,
Repito, como um mantra:
Coragem!
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
Tristemente
Sinto sentir o que sinto hoje
Quando a dor é serena
consciente, profunda
Sinto não sentir o que sinto hoje
solidariedade,
admiração e afeto
Sinto a sua falta mais do que ontem
Ontem, quando estive ao seu lado
em transe, completamente entregue a te fazer feliz,
já que a data te era por demais importante
E hoje sinto que não sintas o mesmo
Sinto dolorosamente
Sinto tão sentidamente,
Que nem choro
Tamanha é a dormência
Que me invade tristemente...
Quando a dor é serena
consciente, profunda
Sinto não sentir o que sinto hoje
solidariedade,
admiração e afeto
Sinto a sua falta mais do que ontem
Ontem, quando estive ao seu lado
em transe, completamente entregue a te fazer feliz,
já que a data te era por demais importante
E hoje sinto que não sintas o mesmo
Sinto dolorosamente
Sinto tão sentidamente,
Que nem choro
Tamanha é a dormência
Que me invade tristemente...
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
Jardim de Brinquedo
Banho de chuva
Bolo de chocolate
Roda gigante
Medo de trovão
Esconde-esconde
Pega-pega
Andar de Bicicleta
Fugir de assombração
Ganhar uma bronca
Tirar nota vermelha
Sujar a roupa
Apanhar do irmão
Comer brigadeiro
Cantar no chuveiro
Querer ser bombeiro
Brincar de polícia e ladrão
Calçar sapatos da mamãe
Escutar atrás da porta
Fingir dor de barriga
Adorar macarrão
Sou criança
Sou feliz
Minha casa é fantasia
Ser adulto é meu desejo
Meu jardim é de brinquedo
Faço graça, faço versos,
Sou poeta da alegria...
Bolo de chocolate
Roda gigante
Medo de trovão
Esconde-esconde
Pega-pega
Andar de Bicicleta
Fugir de assombração
Ganhar uma bronca
Tirar nota vermelha
Sujar a roupa
Apanhar do irmão
Comer brigadeiro
Cantar no chuveiro
Querer ser bombeiro
Brincar de polícia e ladrão
Calçar sapatos da mamãe
Escutar atrás da porta
Fingir dor de barriga
Adorar macarrão
Sou criança
Sou feliz
Minha casa é fantasia
Ser adulto é meu desejo
Meu jardim é de brinquedo
Faço graça, faço versos,
Sou poeta da alegria...
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