Era dia
E o teu amor a me iluminar
Eu dormia
Sem hora pra acordar
Prazer é despertar com teu sorriso
Me oferecendo a boca
Pronta pra eu beijar
Era noite
E o teu amor a me aquecer
Eu resistia
Sem hora pra adormecer
Prazer é encostar no teu corpo
Te oferecendo um abraço
Pronta pra abrir os braços
Pra neles te acarinhar
E amanhece
E anoitece
Vem a madrugada
Nossa cama bagunça
No lençol emaranhado
Teu travesseiro atravessado
Meu cabelo despenteado
Vestidos: só de pecado!
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quarta-feira, 23 de junho de 2010
quinta-feira, 17 de junho de 2010
Pão de mel
O meu neguinho é doce
Como um pão de mel
E samba bem miudinho
Que é de tirar o chapéu
O meu neguinho sabe que lhe quero bem
Me acorda com os versos do Cartola
E às vezes do Jorge Ben
O meu neguinho é cheio de bossa
Faz graça, faz fita, me abraça, me atiça
E me beija apressado
Com acordes ritmados que invadem meu coração...
Como um pão de mel
E samba bem miudinho
Que é de tirar o chapéu
O meu neguinho sabe que lhe quero bem
Me acorda com os versos do Cartola
E às vezes do Jorge Ben
O meu neguinho é cheio de bossa
Faz graça, faz fita, me abraça, me atiça
E me beija apressado
Com acordes ritmados que invadem meu coração...
quarta-feira, 16 de junho de 2010
Samba de uma noite só
Ele olhou pra ela
Ela nem lhe viu
Como um mestre sala, fez mil piruetas
E lhe deu passagem quase em referência
Ela fez descaso, mas o coração tremeu
E errou o passo ensaiado por dias
na quadra da escola vazia
Ele então pensou: Vou ganhar à morena...
Ela deu de ombros
E do coitado deu pena
Mas ele insistiu e ela logo sorriu
Os dois se olharam
Algo enfim se deu
Da cadência ao fato
Do aconchego ao abraço
Do cheiro no pescoço, enfim o beijo
Mas não é que a danada da morena
Cheia de cena
Tinha um outro alguém
Este apareceu
E ela, do seu mestre sala,
assim... esqueceu
Esqueceu do beijo, do abraço, do fato
A cadência perdeu o ritmo
O aconchego deu em “chega pra lá”
E tinha cheiro de briga no ar
Ele conta que a história virou samba
Samba de uma noite só
Diz que um samba assim
Tem começo, meio e fim
Toca uma vez só e de uma só vez
Pra não dar vexame no salão
E arranjar outra dona pro seu coração...
Ela nem lhe viu
Como um mestre sala, fez mil piruetas
E lhe deu passagem quase em referência
Ela fez descaso, mas o coração tremeu
E errou o passo ensaiado por dias
na quadra da escola vazia
Ele então pensou: Vou ganhar à morena...
Ela deu de ombros
E do coitado deu pena
Mas ele insistiu e ela logo sorriu
Os dois se olharam
Algo enfim se deu
Da cadência ao fato
Do aconchego ao abraço
Do cheiro no pescoço, enfim o beijo
Mas não é que a danada da morena
Cheia de cena
Tinha um outro alguém
Este apareceu
E ela, do seu mestre sala,
assim... esqueceu
Esqueceu do beijo, do abraço, do fato
A cadência perdeu o ritmo
O aconchego deu em “chega pra lá”
E tinha cheiro de briga no ar
Ele conta que a história virou samba
Samba de uma noite só
Diz que um samba assim
Tem começo, meio e fim
Toca uma vez só e de uma só vez
Pra não dar vexame no salão
E arranjar outra dona pro seu coração...
Pingando versos
Não olho, espio
Espio a vida
Como quem dela não pede, deseja
Espio o amor
Como quem dele não pulsa, incendeia
Espio da janela
Como quem deseja a vida e incendeia o amor
Não mordo, eu provo
Provo o tempo
Como quem dele não teme, apenas enfrenta
Provo a amizade
Como quem dela nada espera, apenas aceita
Provo da chuva
Como quem dela não se deixa molhar,
apenas pingar...
E espio da janela a vida e o amor,
pois provo do tempo, da amizade, da chuva a pingar...
Não olho, espio
E pingo... pingo versos no papel branco vazio.
Espio a vida
Como quem dela não pede, deseja
Espio o amor
Como quem dele não pulsa, incendeia
Espio da janela
Como quem deseja a vida e incendeia o amor
Não mordo, eu provo
Provo o tempo
Como quem dele não teme, apenas enfrenta
Provo a amizade
Como quem dela nada espera, apenas aceita
Provo da chuva
Como quem dela não se deixa molhar,
apenas pingar...
E espio da janela a vida e o amor,
pois provo do tempo, da amizade, da chuva a pingar...
Não olho, espio
E pingo... pingo versos no papel branco vazio.
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